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7 criptomoedas promissoras para 2022, segundo analistas

Após um período de oscilação e correções, agentes de mercado estão bastante otimistas com a valorização do bitcoin (BTC). Alguns acreditam que a criptomoeda pode chegar a US$ 100 mil ainda em 2021. Negociado a US$ 56 mil até 11 de outubro, segundo o CoinMarketCap, o bitcoin não deve ser o único a se beneficiar do ciclo de prosperidade dos criptoativos, defendem especialistas ouvidos pelo InvestNews.

“Todo mundo precisa ter algo de bitcoin na carteira”, afirma Helena Margarido, analista de criptomoedas da Monett. Veja a seguir as visões de especialistas sobre onde garimpar as melhores oportunidades de investimento em criptomoedas para a reta final do ano e de olho em 2022.

O que esperar do mercado cripto no 4º trimestre de 2021?

Segundo Helena, da Monett, a partir do 4º trimestre de 2021, devemos viver um ciclo de hipervalorização do bitcoin e de outras criptomoedas. Ela aponta que este processo é muito semelhante ao ocorrido em 2013, quando, após um período de halving (corte na produção do bitcoin) e correções, chegou a hora da recuperação. “O mercado cripto está em franca expansão e o 4º trimestre será decisivo para isso”, defende.

Para Ray Nasser, especialista em criptomoedas da Inversa e da INV, o 4º trimestre representa uma grande possibilidade de o bitcoin chegar aos tão esperados US$ 100 mil, com a liderança do mercado de criptoativos.

Nasser defende que a dominância do bitcoin está 45% superior a outras criptomoedas. “Estamos de olho em uma possível aprovação de ETFs americanos que vão acelerar a chegada nos US$ 100 mil”, avalia o especialista.

Quais as criptomoedas mais promissoras para 2022?

Entre as principais recomendações dos especialistas consultados pela reportagem, sete criptomoedas se destacam como oportunidades para 2022. São elas:

Bitcoin (BTC)

Segundo os especialistas, 2022 será um ano de liderança no mercado para o bitcoin, com hipervalorização e o potencial de chegar a US$ 100 mil. Por este motivo, eles aconselham a todo investidor ter bitcoin na carteira.

Solana (SOL)

Além do bitcoin, outras criptomoedas promissoras com fundamentos diferentes podem valorizar com o que acreditam ser a revolução tecnológica. Entre eles, a Solana (SOL), que integra a categoria de moedas conhecidas como ethereum killers, segundo Nasser. Ou seja, ativos semelhantes ao projeto ethereum, mas que podem se beneficiar pelas beiradas de sua capitalização.

“Tudo o que o ethereum (ETH) tem de problema, a SOL tem de solução. Uma plataforma de contratos inteligentes escalável com alto valor para as finanças descentralizadas”, explica Nasser.

Polkadot (DOT)

Outro ativo interessante é a Polkadot (DOT), um protocolo que tem o objetivo de conectar todas as blockchain, além de capturar boa parte do mercado da rede ethereum.

Avalanche (AVAX)

Além das criptomoedas acima citadas, Nasser, da Inversa, tem a Avalanche (AVAX) entre suas principais recomendações para 2022.

A criptomoeda também integra o grupo dos ‘ethereum killers‘ e segundo ele se trata de um protocolo com vantagens superiores em escalabilidade e programação do que a rede ethereum.

Ethereum (ETH)

Segunda maior criptomoeda do mercado, o ether da rede Ethereum, também integra as recomendações de Helena Margarido da Monett. A analista acredita na expansão e valorização do ether em 2022.

A rede Ethereum surgiu com o objetivo de descentralizar ativos e ser mais rápida que o bitcoin. Por meio desta rede, é possível “tokenizar” ativos físicos, como uma casa, uma obra de arte.

Axie Infinity (AXS) e Start Atlas DAO (POLIS)

Além destas criptomoedas, Helena também enxerga oportunidade nas criptomoedas de games. Para ela, este é um setor em ampla expansão e, mesmo em caso de o mercado experimentar um movimento de correção em 2022, este tipo de criptoativo deve continuar se valorizando.

Entre as alternativas para o investidor se expor, ela recomenda ficar de olho em Axie Infinity (AXS) e a Start Atlas DAO (POLIS).

Quais criptomoedas evitar em 2022?

Apesar da expansão do mercado, os especialistas apontam que há projetos dos quais o investidor deve passar longe, pela falta de fundamentos ou até mesmo configurar iniciativas de fraude.

Eles citam o Ripple (XRP), que segue um modelo centralizado. Para os especialistas consultados pelo InvestNews, a criptomoeda não integra uma rede blockchain, apresenta um marketing deturpado e tem sua negociação envolvida em fraudes e manipulações de mercado.

Além dela, Nasser recomenda ficar longe de Bitcoin Cash (BCH)  e Bitcoin SV (BSV). Segundo o especialista se trata de bitcoins falsos criados por falsificadores de identidade.

Já Helena cita também entre as furadas duas criptomoedas de memes, sem fundamentos claros e propósito que justifique a existência delas. É o caso da Shiba Inu (SHIB) e da Dogecoin (DOGE), cuja valorização segundo ela não faz o menor sentido.

“Embora Elon Musk seja um entusiasta da DOGE, a emissão da moeda é infinita, e em termos de valorização não vale a pena como investimento”, defende a analista.

Vale a pena investir em criptomoedas agora?

Para os especialistas consultados pela reportagem, este é um bom momento para investir em criptomoedas com visão de longo prazo. Helena destaca que acredita na potencial de valorização do bitcoin nos próximos 4 ou 5 anos. “Acho que agora é um bom momento de entrada mesmo com o preço em alta”, defende.

Já Nasser destaca que, em meio à expansão monetária americana desenfreada e o aumento da inflação, a melhor proteção para os investidores é o bitcoin e este é o melhor momento para se posicionar no ativo.

Apesar das visões otimistas das fontes, é importante pontuar que nenhum retorno ao investir em criptomoedas é garantido e os riscos são grandes, já que estes ativos estão sujeitos a fortes oscilações. Por esse motivo, o investidor deve primeiramente conhecer o seu perfil de risco antes de tomar qualquer decisão, lembram analistas de investimentos.

Como escolher um bom projeto de criptomoedas?

Semelhante à escolha de outros ativos no mercado, como ações e fundos, as criptomoedas também exigem muito estudo por parte dos investidores antes de sair comprando. Conhecimento, preparação e muito questionamento são a base para garimpar boas oportunidades, segundo os especialistas.

Eles apontam que muitas vezes as pessoas desconhecem o motivo pelo qual estão comprando uma criptomoeda. “A maioria investe em criptoativos porque alguém disse que vai subir”, destaca.

Para entender com mais profundidade cada projeto, eles recomendam ler o whitepaper, um documento que traz todas as informações importantes sobre o ativo. É importante verificar também o histórico de desenvolvimento do protocolo, a equipe por trás dele, os fundos que já investiram no ativo, o problema que a criptomoeda soluciona, a porcentagem de participação que ficou com a equipe fundadora, entre outros.

Os especialistas explicam que, fazendo esta análise, será possível o investidor identificar bons projetos antes mesmo de uma valorização expressiva. Nasser destaca que muitas empresas desenvolvedoras de criptoativos contam com um Telegram, ou fóruns no Reddit onde é possível encontrar mais informações.

Como começar a investir em criptomoedas?

Se você nunca investiu em criptomoedas, Nasser aconselha começar pelo bitcoin (BTC) para depois dar os primeiros passos na rede ethereum (ETH), na tokenização e nas finanças descentralizadas (DeFi).

Antes de investir, ele aconselha conhecer bem todos esses projetos. Na sequência, abrir uma conta em uma corretora especializada em criptoativos. No Brasil, Helena cita o Mercado Bitcoin e a Foxbit como referências. Há também a Binance, maior plataforma de negociação internacional.

Ela também aconselha ao investidor ter sua própria carteira digital, para armazenar seus criptoativos com segurança. “No mundo cripto, você é seu próprio banco. Deixar suas criptomoedas custodiadas em algum local nunca é uma boa alternativa”, alerta.